quarta-feira, 16 de maio de 2012

you*

Tu mudaste-me, eu mudei por ti. (…) quando dei por mim, já não me reconhecia a mim mesmo, perdi a noção de tudo, tudo mesmo , mas sim, eu continuava a amar-te. Por tua causa deixei de confiar em qualquer pessoa que fosse, deixei de falar, tentava apagar-te das minhas memórias, tentava apagar-te do meu coração, tentava apagar as marcas das tuas mãos em mim, tentava apagar o teu rosto dos meus olhos, tentava fazer com que aquele forte sentimento que eu sentia por ti, morre-se ali, naquele momento, e não voltasse a aparecer. Eu sabia que aquele sentimento tinha que desaparecer, que aquela esperança mínima que me diz que ainda estavas comigo, a meu lado, tinha que desaparecer, sabia que tinha de me deixar de ilusões. Mas era tão difícil, sentia o meu mundo a ruir, sentia tudo a desabar em cima de mim, sentia (…). Eu fazia mesmo de tudo para me aguentar, mas o meu corpo sentia falta do teu toque, das tuas carícias, eu sentia falta das tuas palavras, da tua presença… Vivemos tantos momentos juntos, agora ténues lembranças do que era ser feliz, porque eu fui feliz, fui feliz quando te sentia a meu lado, quando me sentia seguro, quando tu para mim eras tudo e eu abdicaria de tudo e todos por ti, eu fui feliz quando a nossa amizade era tudo para nós, fui feliz quando a nossa amizade era cuidada, era mimada, era acariciada, quando a nossa amizade era a nossa vida. Mas o tempo foi passando, e tudo o que outrora era perfeito para mim, morreu. Agora, tudo é diferente (…). Agora já não me sinto feliz, fazes-me falta, TANTA.
Tento ser forte, acredita que tento. Finjo não estar nem aí para isto, finjo não me importar com esta amizade, finjo tudo… Até que cheguei ao ponto em que não consigo fingir mais, e sabes porque? Porque para mim isto era uma amizade sincera, a amizade mais verdadeira e mais sentida que podia haver, para mim, isto era tudo. 






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